10 resoluções na fotografia para 2019

O que você quer fazer diferente na fotografia no próximo ano?

9 melhores fotos do @ antility  em 2018

9 melhores fotos do @antility em 2018

Como todo ano chega a um fim de um ciclo, sempre há esperança para o que está por vir no próximo ano.

Vamos falar de 10 resoluções na fotografia para 2019. O que vocês vão fazer diferente na fotografia ano que vem? O que você vai começar a fazer e o que você vai parar de fazer?

Para começar, achamos que a melhor maneira de iniciar novos hábitos na fotografia não é somente sobre o que fizemos e o que queremos fazer, mas sim sobre o que também vamos deixar de lado.

1. Fotografar mais

É mais fácil encontrar uma desculpa para não fotografar, do que pegar sua câmera ou celular e ir dar uma volta no quarteirão para fotografar. A luz e as histórias estão em todos os lugares, esperando por nossos olhares e cliques. Menos Netflix e sofá, mais caminhada e fotografia.

2. Não tirar fotos para as redes sociais

As suas fotografias são manifestações individuais. É importante escolher dividir, mas não deve ser o que te motiva a criar. Fotografe por você primeiro e então escolha dividir com quem é importante pra você.

3. Fotografar o que você ama

Café. Plantas. Animais. Pessoas. Paisagens. O que fizer brilhar seus olhos, é o que você tem que fotografar. Repetidamente. Se não sabe o que ama, a fotografia certamente vai te ajudar a descobrir.

4. Revelar suas fotos

É importante transformar memórias digitais em físicas. Como forma de lembrança, mas também para te aproximar daquilo que você ama fazer. É tangibilizar algo que muitas vezes só fica no digital e muito distante da gente.

5. Fotografar a si mesmo

Isso não é somente um ótimo exercício prático para melhorar suas técnicas de fotografia, mas também uma forma de auto-conhecimento. Qual o seu melhor ângulo? O que te agrada mais no seu corpo? O que sua roupa diz sobre você? (Se é que ela tem que dizer algo)

6. Não duvidar de você mesmo e das suas fotografias

Esse talvez seja o mais difícil, principalmente quando estamos nos comparando a todas as outras pessoas do Instagram. A fotografia é uma manifestação individual de arte. A sua forma validação não é se uma foto é boa ou ruim, se foi fotografada com a última câmera do mercado ou um celular de duas gerações anteriores, mas sim o quanto o que você fotografa está tocando a vida das pessoas.

7. Não deixar seu equipamento ser uma barreira

Você é um fotógrafo com a câmera que está com você. Querer melhorar a qualidade do seu trabalho é uma evolução natural, mas vale lembrar que para você começar agora, basta tirar o celular do bolso ou pegar uma câmera emprestada com aquele tio que nem usa mais.

8. Criar um projeto pessoal

É sempre bom criar objetivos de onde você quer chegar. Só assim você vai saber se alcançou ou não e os projetos pessoais são uma boa forma de medir isso. Comece com o simples. Fotografe todos os dias por uma semana. Fotografe todas as semanas por um mês. Fotografe todos os meses por 365 dias.

9. Fotografar para empoderar outras pessoas

A fotografia é uma ferramenta poderosa. Use a fotografia para empoderar não somente você, mas também outras pessoas. Empoderar com projetos sociais que criam impacto na vida das pessoas e transformam perspectivas.

10. Se conectar e conhecer outras pessoas por meio da fotografia

A fotografia tem o poder de aproximar as pessoas. É uma boa forma de se conectar e conhecer pessoas novas por meio dela. Procure saídas fotográficas na sua cidade e participe. Se não houver, organize uma. O Antility promove dois encontros por ano e você é mais que bem vindo.

Sempre amamos os novos anos. É uma chance de deixar de lado algumas bagagens antigas e começar o ano de uma nova forma.

Vamos nos permitir o novo, renovar nossa carga criativa e nos tornarmos as melhores versões de nós mesmos esse ano.

Um feliz 2019 para todos!

Com ❤, Dan.


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Eu me importo com a mudança climática

Você se importa?

@ danmagatti  em Catanduva

@danmagatti em Catanduva

Vivemos o momento mais crítico da história humana. A mudança climática está definindo os problemas do nosso tempo e esse é o momento de agir. Precisamos levar nossas vozes para os líderes, políticos, empresários, cientistas e todas as pessoas do mundo.

Temos ferramentas para fazer nossas ações efetivas. O que ainda nos falta é a liderança e ambição de fazer o que é preciso. O que torna tudo isso ainda mais inconveniente é que fomos avisados. Os cientistas estão nos alertando há décadas. Repetidamente. Muitos líderes tem se recusado a escutar. O resultado disso é visível.

Se não mudarmos de atitude até 2020, temos o risco de perder o ponto onde podemos evitar a catástrofe da mudança climática indefinidamente.

Não temos mais tempo há perder. O mundo está mudando antes dos nossos olhos. Ainda não é tarde para ter uma atitude, mas cada dia que passa o mundo se perde um pouco mais e o custo de não fazer nada se acumula.

Todo dia que falhamos em agir, é um dia que nos aproximamos ainda mais de uma realidade que nenhum de nós quer. Uma realidade que vai ressoar em gerações pelo danos feitos pela humanidade e à vida na terra.

As nossas vozes são uma tentativa de enfrentar os desafios que ameaçam o nosso futuro. Estamos em um momento de virada. Por muito tempo nossos governadores tem evitado agir a respeito das mudanças climáticas.

Precisamos usar nossas vozes para clarear os pensamentos e ter o entendimento do que está acontecendo. Precisamos usar nossas vozes para dizer que estamos com medo do nosso futuro e que nós não vamos mais ficar parados e sermos cidadões passivos. Somos cidadões do agora, preocupados com o futuro.

Sua voz é necessária. Fale agora, antes que seja tarde demais. Envie sua mensagem usando a hashtag #TakeYourSeat.


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Como pensar em produtos de forma consciente

A parceria do Antility com o PanoSocial para criar mais do que camisetas com propósito

camiseta_antility

O desejo de levar esta essência do Antility ainda mais longe, nos fez buscar iniciativas que faz com que tudo o que estamos construindo, ganhar ainda mais forma e consistência. E isso é lindo.

Não queríamos simplesmente fazer mais um produto pra ocupar o seu guarda-roupa. Queríamos que esse produto tivesse consciência, significado e propósito. Queríamos que ele fosse de alguma forma transformador, não somente para quem fosse vestir ele, mas para quem estivesse envolvido em sua produção.

Foi com essa preocupação que buscamos, descobrimos e nos conectamos com a iniciativa do PanoSocial. Todos os seus produtos são 100% de algodão orgânico, assim como seu tingimento que utiliza apenas corantes naturais, o que reduz 91% do consumo de água, 46% de emissões de gases de efeito estufa e 62% do consumo de energia.

Além disso, a produção das camisetas é feita por ex-reclusos, como forma de ressocialização e não marginalização deles, frente a um sistema prisional deficitário que temos nos país.

Não é apenas uma camiseta, mas sim uma consciência de mudança social que o mundo precisa vestir.

Como funciona nossa parceria com o Panosocial

Inicialmente, a nossa parceria com eles consiste que 80% do valor da camiseta seja destinado ao Panosocial, para que eles possam custear a produção e investir para contratar mais ex-reclusos e 20% destinado para custear Shopify (assinatura mensal + custo de transação + PayPal) e o frete grátis é grátis para todas as regiões do Brasil. Futuramente, o Antility vai desenvolver um fundo de investimento social para que possamos investir em financiar e desenvolver mais iniciativas de impacto social como essa pelo Brasil. É uma forma de equilibrar e garantir que todo o ecossistema cresça de forma consciente, humana e sustentável.

Teremos apenas 40 camisetas exclusivas em um único modelo. Não iremos mais produzir outros modelos como esse. As próximas camisetas terão uma nova estampa, um novo propósito.

camiseta custa R$79.90 com frete grátis para todo o Brasil. As compras podem ser feitas pelo site do Antility via Paypal.

O processo de criação da camiseta com o Panosocial

A primeira etapa para produção das camisetas foi aprovar a ficha técnica para iniciar a estamparia.

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Acompanhamos de perto o amor que muita gente colocou ali

As camisetas em produção lá no Panosocial.

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Se esta causa te tocar de alguma forma, (in)vista na camiseta ANTILITY + PANOSOCIAL.

Documentário recomendado

  • Se que conhecer mais sobre consumo consciente, recomendamos o documentário The True Cost — é um filme que explora o impacto da indústria global de roupas nas pessoas e no planeta.


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O QUE VOCÊ PLANEJA FAZER COM SUA ÚNICA VIDA?

UM PEDACINHO DE MUNDO MUDADO.

Não sei se é só um clichê de final de ano acordando, mas gosto bastante de fazer retrospectivas - do dia, da semana, do ano. E sempre quando as faço, é impossível não me questionar sobre a diferença que ando fazendo no mundo.

A gente anda tão intimidado com o tamanho dele, que acabamos nos sentindo pequenos para tal tarefa e nos esquecemos das coisas simples que estão ao nosso alcance.

Será que estou sendo alívio para o cansaço dos que me cercam? Ainda consigo me preocupar com os problemas dos meus queridos, mais do que com os meus? Faço questão de dizer a eles o quanto são importantes para mim?

Meus amores sabem que são amados? Eu ainda olho nos olhos? Dou bom dia para o motorista do ônibus, mesmo não recebendo um cumprimento de volta? Sorrio para aquele frentista que abastece meu carro todo dia ou só o ignoro como todos que passam por ali? Eu ainda dou flores e mando cartas? Ainda sei pedir por favor e obrigado?

O simples faz muita diferença sim. E quando a gente se propõe a fazê-lo, talvez não estejamos mudando o mundo inteiro, mas já estaremos mudando o mundo dos que passam por nós, não é? E isso basta. Já é um pedacinho de mundo mudado.

Autor: Richard de Assis, membro da colônia Antility de Brasília.

 





O QUE FAZEMOS JUNTOS SEMPRE SERÁ MAIOR DO QUE SOZINHOS

EXPOSIÇÃO: UM OLHAR PELO VELHO CHICO

Desde o nascimento do Antility, esta história foi a maior prova de que uma colônia unida por um sonho pode fazer muito mais do que uma formiga solitária.

A Drica (@dricadavino), junto com a Luma (@lumaasouza), a Hellen (@hbm31) e mais uma colônia local, está mudando a forma como Juazeiro e Petrolina enxergam a fotografia. No dia 21 de outubro de 2016, aconteceu a exposição "Um olhar pelo Velho Chico" na Universidade do Estado da Bahia (UNEB), em Juazeiro. Era só o começo de uma pequena grande jornada.

ANTILITY NO VALE DO SÃO FRANCISCO

"Os meets daqui são sempre incríveis, as pessoas nos surpreendem com seus sentimentos em relação ao Antility. A fotografia nos tira da zona de conforto, é como se fosse algo transbordando de mim mesma, não me enxergo sem registrar momentos, mesmo que sejam apenas em minha cabeça. E estes que vou contar agora, já fazem parte de minha história de vida.

No meio de tantas mensagens nos grupos daqui, decidimos nos reunir para falar sobre nossos anseios e acabamos refletindo sobre a situação ambiental local. O rio São Francisco margeia nossa cidade, mas está morrendo pouco a pouco. Tanto a indústria quanto a prefeitura vivem despejando lixo e esgoto por lá. Em nome do desenvolvimento da região, resolvemos que era preciso fazer algo a respeito, por menor que fosse.

O Pablo (@pabloluan0) e a Carine (@car.fernandes), nos contou sobre um festival na UNEB e da oportunidade de levarmos uma exposição de fotos para lá. Queríamos mostrar que apesar de tudo, o rio São Francisco ainda é belo e precisa ser preservado.

Nos inscrevemos e fomos escolhidos. Vitória? Não, só o começo de uma luta."

A JORNADA

"A gente só entende as dificuldades quando nos empenhamos em fazer algo. Precisávamos encontrar parceiros para a impressão das fotos, mandei e-mails, andei no centro da cidade atrás de gráficas apresentando nossa ideia, não foi uma semana fácil. Faltavam apenas dois dias para a exposição, estava quase desistindo até ser salva pelo Paulo (@paulosantana.com.br). Ele trabalha na Compor (@equipecompor) e simplesmente fez a parceria acontecer nos 45 minutos do segundo tempo. As fotos ficaram lindas, seremos eternamente gratos a eles.

Bom, as fotos só ficaram prontas no dia da exposição e estava tudo certo para que eu fosse buscar no estúdio. Mas tudo começou a dar errado: perdi o ônibus, esqueci minha sandália e o cartão do ônibus. Então, o Luan (@_luanprado), outro membro do Antility, acabou indo na frente para pegar as fotos. Tudo pronto! Quer dizer, não. Ainda não havíamos resolvido um ponto importante: como íamos expôr as fotos?

Andamos no centro atrás de varal, mas não encontramos pregadores. Atravessamos a cidade, pegamos um ônibus, descemos no ponto errado, nos esforçamos para deixar a exposição impecável. Ok, hora de ir até a faculdade, onde aconteceria o Festival, mas tinha um pequeno problema: não sabíamos ao certo como chegar lá.

Não conseguimos nos encontrar com a Iana (@ianajuliaabm), outro membro daqui, ela ia nos levar até o lugar. O jeito foi sair perguntando, dobrando esquinas aleatórias... Então, nos deparamos com um cara que pediu ajuda para empurrar seu carro, que não estava funcionando. O Luan (@_luanprado) ajudou e quando o carro ligou, pediu para que o desconhecido nos desse uma carona. Fiquei com muito medo, mas se não fosse essa carona, não teríamos chegado no horário certo."

UM OLHAR PELO VELHO CHICO

"Chegando lá, perguntamos aos organizadores onde iríamos expor. Nos deixaram livres para escolher o lugar, era mais um desafio começando. Queríamos um lugar onde houvesse passagem de gente, no fim, encontramos um espaço entre uma árvore e um poste na entrada. A Luma (@lumaasouza) chegou, e logo foi atrás de um pisca-pisca para improvisarmos, detalhe: um cara tropeçou e quebrou no final, mas tudo bem, faz parte.

Posso fazer uma pausa para um agradecimento especial? A Carine (@car.fernandes), outra membro do Antility, emprestou sua casa para tomarmos banho e beber água.

No fim, a jornada valeu à pena, deu tudo certo. A exposição ficou incrível e rendeu muitos comentários positivos, além de dúvidas e sorrisos provocados por cada foto. Gilmar Santos, um professor e vereador de Petrolina, amou a exposição e a ideia de pessoas fazendo acontecer juntas. Outros professores da faculdade também dividiram seus sentimentos em relação à fotografia, além dos outros membros que foram nos prestigiar.

Espero que o futuro do Antility aqui e no resto do Brasil, seja de pessoas mais engajadas com os movimentos, fazendo mudanças verdadeiras e ajudando como podem. Não importa o tamanho da sua ação, grande ou pequena, o que importa é que juntos sempre podemos fazer mais."

Você é o movimento. Você é #Antility.