Um sonho pra sonhar junto

Oi, colônia.

Eu quero dividir um sonho com vocês. E a única intenção disso, é que ele chegue às pessoas certas que querem sonhar esse sonho junto com a gente. Portanto, divida ele. Compartilhe. Conte a respeito pra quem é importante pra você.

Um ano atrás, quando comecei a investir parte do meu tempo na fotografia, justamente por estar cansado e frustrado com o mercado de publicidade, eu me envolvi muito com a comunidade do Instagram. Perdi uma certa vergonha que tinha. Conheci pessoas. Melhorei minhas fotos. Até organizei alguns Instameets. Fiz algumas campanhas para marcas. Eu me senti empoderado. Mas no meio disso tudo, ainda continuava achando que esse novo hobby poderia ir além, ter um objetivo, ter um propósito, mesmo sem ter muita propriedade nisso.

Segui fotografando, aprendendo, encontrando e conhecendo pessoas. Conversando e dividindo ideias até que em um momento, elas começaram a colidir com as ideias de outras pessoas. Ai entra a Vanessa, Bruno, Ana e o Pero. E então, nasce o Antility.

No começo, a gente falava tudo o que a gente não era. (agência de influenciadores, agência de mídia, coletivo de fotógrafos), exatamente por não saber o que a gente era. Hoje a gente sabe com clareza isso e o melhor, sabemos para onde queremos ir. Somos um movimento, algo que muda e se transforma com o tempo, assim como as pessoas. Mas que mantém a sua essência e os laços que criou no caminho. E esse mesmo movimento, busca empoderar a vida das pessoas. Seja aquelas que fazem parte da colônia e participam dos movimentos, pois querem se desenvolver por meio da fotografia enquanto pessoas e profissionalmente. Isso já acontece, não da forma estruturada que queremos, mas estamos construindo e evoluindo para esse caminho. E também estamos olhando e caminhando para aquelas pessoas que estão à margem da sociedade, ignoradas. Estamos falando de crianças, homens e mulheres marginalizadas, carentes de recursos emocionais e financeiros. Isso ainda não acontece, mas é pra onde o movimento caminha.

Fizemos alguns projetos que temos orgulho. Tudo a custo zero, já que o Antility não tem nenhum modelo de lucro até o momento. Foi tudo partindo de premissas estabelecidas com base na economia colaborativa. Contamos apenas com a abertura de pessoas e lugares, assim como a colaboração e carinho de uma comunidade envolvida e apaixonada. Temos o #adotegram, sobre adoção de pets pelo Instagram. Temos o #rezaalendaque, sobre música e fotografia. Temos o #Instameetblack, sobre pessoas vestidas de preto pra criar foto-arte. Temos o #planteparalembrar, sobre fotografia e plantio de árvores como memória. Temos o #Picmeet sobre reunir pessoas em um pic-nic e fazer fotografias. Temos o #EraUmaWes para inspirar pessoas a criarem com base no cinema. E ainda sabemos que tem um bocado a ser feito, de tudo isso que sonhamos, idealizamos e queremos pro mundo. É aqui que queremos colocar nossas energias.

Por um ano, aprendemos muito. E para 2017, estamos seguros de que queremos e podemos ir mais longe. Entretanto, algumas coisas ainda nos fazem esbarrar pelo caminho. Seja fruto do ego. De uma má interpretação. De ruídos. Isso não é somente no Antility, mas é na vida. Vamos encontrar pessoas assim na escola, no trabalho e até mesmo na família. Mas cabe somente a nós decidir como isso vai deixar influenciar no que somos e fazemos. E aqui está nossa decisão: não vamos deixar.

Em 2016, mal podemos calcular a quantidade de horas que foram dedicadas pelas pessoas envolvidas com o Antility. Todas voluntárias. Fazendo com afeto e o coração. E acredite, tudo o que fazemos leva tempo. Leva tempo porque ainda precisamos pagar nossas contas e ainda não podemos nos sustentar com o Antility. Leva tempo porque dependemos de pessoas para nos abrir um espaço para uma exposição, sem cobrar nada por isso. Leva tempo porque ficamos doentes e precisamos nos recuperar para ter energia e fôlego pra levantar e seguir construindo nossos sonhos. Leva tempo porque pensamos em infinitas variáveis para que tudo seja o mais perfeito possível e possa construir memórias incríveis para todos que se envolvem com o movimento. O Antility pode acabar hoje, amanhã ou depois. Mas tudo isso que você está vivendo por causa do Antility, isso fica pra sempre.

Tudo. Absolutamente tudo o que fazemos, buscamos sentido e um significado. Caso contrário, seria apenas mais um projeto de fotografia por ai e não faria sentido nenhum continuarmos existindo. Nem sempre tudo tem a clareza que gostaríamos. Estamos falando com pessoas do Brasil todo. Diferentes culturas. Diferentes perspectivas da vida. Diferentes referenciais. E nos desculpamos por isso. Nos desculpamos por não acertar sempre. E também queremos dizer que a beleza do movimento se constrói justamente nessa diferença. Se constrói pelos erros e acertos. A partir do olhar de cada um, aprendemos sobre respeitarmos o EU, para que o NÓS possa existir e se sobressair.

Vamos continuar acreditando que o que podemos fazer juntos, sempre será maior e melhor do que aquilo que fazemos sozinhos, por mais que muitas pessoas queiram provar o contrário. Quem já conversou com a gente, sabe que somos extremamente acessíveis. Podemos demorar dias pra responder, justamente por querer ler com calma e responder com o mesmo carinho que você escreveu. Avisamos você sobre isso e estabelecemos o comprometimento. Sabe que gostamos absurdamente de levar ideias pra frente. Independente qual seja, gostamos de acreditar na vontade de fazer coisas acontecerem. Sabe que gostamos de falar sobre verdades, por mais que as pessoas não esperem por elas. Então, nós pedimos, continuem contando com a gente. Continuem questionando os nossos sonhos para que você possa entendê-lo de fato e sonhar junto se quiser. Escreve pra gente. Manda Inbox. Manda DM. Manda pombo-correio, mas não deixe de falar. Isso tudo só faz sentido quando existe a troca. A colônia está de portas abertas para que todos possam ir e vir.

Obrigado a cada um de vocês que acompanharam a jornada até aqui.

Vamos em frente, colônia.

Temos um mundo de possibilidades pela frente.