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O QUE FAZEMOS JUNTOS SEMPRE SERÁ MAIOR DO QUE SOZINHOS

EXPOSIÇÃO: UM OLHAR PELO VELHO CHICO

Desde o nascimento do Antility, esta história foi a maior prova de que uma colônia unida por um sonho pode fazer muito mais do que uma formiga solitária.

A Drica (@dricadavino), junto com a Luma (@lumaasouza), a Hellen (@hbm31) e mais uma colônia local, está mudando a forma como Juazeiro e Petrolina enxergam a fotografia. No dia 21 de outubro de 2016, aconteceu a exposição "Um olhar pelo Velho Chico" na Universidade do Estado da Bahia (UNEB), em Juazeiro. Era só o começo de uma pequena grande jornada.

ANTILITY NO VALE DO SÃO FRANCISCO

"Os meets daqui são sempre incríveis, as pessoas nos surpreendem com seus sentimentos em relação ao Antility. A fotografia nos tira da zona de conforto, é como se fosse algo transbordando de mim mesma, não me enxergo sem registrar momentos, mesmo que sejam apenas em minha cabeça. E estes que vou contar agora, já fazem parte de minha história de vida.

No meio de tantas mensagens nos grupos daqui, decidimos nos reunir para falar sobre nossos anseios e acabamos refletindo sobre a situação ambiental local. O rio São Francisco margeia nossa cidade, mas está morrendo pouco a pouco. Tanto a indústria quanto a prefeitura vivem despejando lixo e esgoto por lá. Em nome do desenvolvimento da região, resolvemos que era preciso fazer algo a respeito, por menor que fosse.

O Pablo (@pabloluan0) e a Carine (@car.fernandes), nos contou sobre um festival na UNEB e da oportunidade de levarmos uma exposição de fotos para lá. Queríamos mostrar que apesar de tudo, o rio São Francisco ainda é belo e precisa ser preservado.

Nos inscrevemos e fomos escolhidos. Vitória? Não, só o começo de uma luta."

A JORNADA

"A gente só entende as dificuldades quando nos empenhamos em fazer algo. Precisávamos encontrar parceiros para a impressão das fotos, mandei e-mails, andei no centro da cidade atrás de gráficas apresentando nossa ideia, não foi uma semana fácil. Faltavam apenas dois dias para a exposição, estava quase desistindo até ser salva pelo Paulo (@paulosantana.com.br). Ele trabalha na Compor (@equipecompor) e simplesmente fez a parceria acontecer nos 45 minutos do segundo tempo. As fotos ficaram lindas, seremos eternamente gratos a eles.

Bom, as fotos só ficaram prontas no dia da exposição e estava tudo certo para que eu fosse buscar no estúdio. Mas tudo começou a dar errado: perdi o ônibus, esqueci minha sandália e o cartão do ônibus. Então, o Luan (@_luanprado), outro membro do Antility, acabou indo na frente para pegar as fotos. Tudo pronto! Quer dizer, não. Ainda não havíamos resolvido um ponto importante: como íamos expôr as fotos?

Andamos no centro atrás de varal, mas não encontramos pregadores. Atravessamos a cidade, pegamos um ônibus, descemos no ponto errado, nos esforçamos para deixar a exposição impecável. Ok, hora de ir até a faculdade, onde aconteceria o Festival, mas tinha um pequeno problema: não sabíamos ao certo como chegar lá.

Não conseguimos nos encontrar com a Iana (@ianajuliaabm), outro membro daqui, ela ia nos levar até o lugar. O jeito foi sair perguntando, dobrando esquinas aleatórias... Então, nos deparamos com um cara que pediu ajuda para empurrar seu carro, que não estava funcionando. O Luan (@_luanprado) ajudou e quando o carro ligou, pediu para que o desconhecido nos desse uma carona. Fiquei com muito medo, mas se não fosse essa carona, não teríamos chegado no horário certo."

UM OLHAR PELO VELHO CHICO

"Chegando lá, perguntamos aos organizadores onde iríamos expor. Nos deixaram livres para escolher o lugar, era mais um desafio começando. Queríamos um lugar onde houvesse passagem de gente, no fim, encontramos um espaço entre uma árvore e um poste na entrada. A Luma (@lumaasouza) chegou, e logo foi atrás de um pisca-pisca para improvisarmos, detalhe: um cara tropeçou e quebrou no final, mas tudo bem, faz parte.

Posso fazer uma pausa para um agradecimento especial? A Carine (@car.fernandes), outra membro do Antility, emprestou sua casa para tomarmos banho e beber água.

No fim, a jornada valeu à pena, deu tudo certo. A exposição ficou incrível e rendeu muitos comentários positivos, além de dúvidas e sorrisos provocados por cada foto. Gilmar Santos, um professor e vereador de Petrolina, amou a exposição e a ideia de pessoas fazendo acontecer juntas. Outros professores da faculdade também dividiram seus sentimentos em relação à fotografia, além dos outros membros que foram nos prestigiar.

Espero que o futuro do Antility aqui e no resto do Brasil, seja de pessoas mais engajadas com os movimentos, fazendo mudanças verdadeiras e ajudando como podem. Não importa o tamanho da sua ação, grande ou pequena, o que importa é que juntos sempre podemos fazer mais."

Você é o movimento. Você é #Antility.

 





POR QUE AS PESSOAS PARARAM DE REVELAR SUAS FOTOS?

Quase tudo pronto para minha viagem da virada, estou ansioso para chegada de 2003, quero lembrar de cada momento que vou passar com meus amigos. Ah! Falando nisso, quase esqueço, ainda preciso passar num bazar e comprar um filme para a minha máquina fotográfica. Acho que vou comprar 2 filmes de 36 poses, afinal, ocasiões especiais pedem muitas fotos, não acha?

Já estou imaginando, durante a viagem, não vão faltar momentos para registrar: eu e meus amigos na frente da casa de praia, aquele pôr-do-Sol, a galera em volta da mesa, os fogos. Vou deixar tudo preparado, para não correr o risco de queimar nenhuma foto, acontece, né?

Para quem não vivenciou esta época, acredite se quiser, era normal comprarmos um filme, registrarmos com todo cuidado todos os momentos importantes e revelarmos depois. As fotos ficavam expostas em nossa casa, álbuns, não era preciso ir até o museu ou galeria de arte para apreciá-las. Ok, fui um pouco longe, mas me acompanha. Olhando alguns anos atrás, conseguimos notar o quanto evoluímos.

Lembra o quão inovador foi quando aquele celular de flip começou a tirar fotos? Hoje, câmeras fotográficas e celulares, estão quase virando uma coisa só.  Fotografamos de tudo, até aquilo que não precisa ser fotografado, privacidade está virando lenda. Por um lado, a foto nunca esteve tão no centro das atenções quanto está hoje, mas por outro, ela nunca foi tão desvalorizada. Bom, estou aqui justamente para te convencer do contrário.

Tudo fica documentado numa tela, se não é na tela do smartphone, é na tela do computador, da máquina fotográfica profissional ou projetada numa TV para a família ver como foi sua última viagem, mas calma, só mostramos apenas uma parte das 2.000 fotos que tiramos. Muitas vezes, usamos a velha desculpa do "foi só para registrar", mas no fundo, sabemos que nunca vamos voltar a vê-las novamente.

Você lembra como era ou já teve a sensação de mostrar um álbum de fotos para alguém? Contar as histórias de cada foto, ter a sensação de pegar um registro que traz boas lembranças nas mãos? Colocá-los num porta-retratos ou até mesmo presentear alguém querido?

Por um bem maior, vamos revelar algumas fotos dos gatinhos que tiramos na ONG Adote um Gatinho e expor no Rolê das Patas, com o apoio da galera do Nicephotos, que ainda prezam por bons momentos fora de uma tela.  

Então, tenho um convite para você: todo mês, selecione suas fotos preferidas, revele, faça um fotolivro, dê de presente ou simplesmente, deixe em algum lugar que você possa apreciar.

É apenas mais uma forma de eternizar sua arte ou simplesmente, despertar boas memórias e sensações.

Você vai se surpreender com o poder de uma foto fora da tela de um computador.